A Ponta do Iceberg's Blog

Como você faz a diferença?

McDonald’s muda receita após denúncia de Jamie Oliver dezembro 10, 2013

Filed under: Onde iremos parar? — apontadoiceberg @ 2:42 pm
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Chef britânico mostrou em programa que rede de fast-food usava hidróxido de amônio para converter sobras de carne gordurosa em recheio

Mcdonald's

McDonald’s: empresa mudará receita nos Estados Unidos, mas não admite que esteja sendo pressionada por denúncia de chef

São Paulo – A rede de fast-food McDonald’s anunciou que mudará a receita de seus hambúrgueres nos Estados Unidos. A mudança acontece pouco tempo após o chef de cozinha britânico Jamie Oliver descobrir e mostrar em um programa de TV que a rede usa hidróxido de amônio para converter partes gordurosas de carne em recheio para seus produtos, segundo informações do Mail Online.

“Basicamente, estamos falando de comida que seria vendida por um preço muito baixo para produzir comida para cães, e que, depois desse processo, é vendida como alimento para humanos”, afirmou Oliver. “Por que qualquer ser humano sensato colocaria carne com amônio na boca de suas crianças?”, questionou o chef.

A receita, que o apresentador chamou de “lodo rosa”, é produzida, segundo ele, em um processo pelo qual a carne é “centrifugada” e “lavada” em uma solução de hidróxido de amônio e água.

De acordo com o Mail Online, o processo de conversão nunca foi utilizado no Reino Unido, nem na Irlanda, países que usam carne de produtores locais.

Ao site, o McDonald’s negou que tenha optado pela troca de sua receita por causa da denúncia de Jamie Oliver. A matéria diz ainda que duas outras redes – Burger King e Taco Bell – utilizavam hidróxido de amônio em suas receitas, mas já modificaram as receitas.

Procurada, a Arcos Dourados, empresa que opera a marca McDonald’s na América Latina, informou que “o aditivo em questão não é utilizado como ingrediente nem em qualquer processo da cadeia produtiva da marca na região”.

A companhia acrescentou que “os hambúrgueres são preparados com 100% de carne bovina e que toda a produção é validada pelas autoridades regulatórias locais”.

Veja o vídeo em Jamie mostra o processo de fabricação do recheio:

Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/mcdonald-s-muda-receita-apos-denuncia-de-jamie-oliver

Outros links: http://pocos10.com.br/famoso-chef-de-cozinha-vende-demanda-judicial-contra-mcdonald%E2%80%99s-e-prova-a-farsa/

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Os quatro piores alimentos industrializados que ainda fazem o maior sucesso

Filed under: Onde iremos parar? — apontadoiceberg @ 2:07 pm

Em um mundo cada vez mais globalizado, o tempo vira artigo cada vez mais escasso na vida de muitas pessoas. Às vezes, fica difícil até realizar as atividades mais básicas a qualquer ser humano, como fazer as refeições. É aí que a praticidade ganha terreno. Alimentos industrializados, prontos para o consumo, fazem sucesso, porque são práticos e dispensam muito tempo para o preparo. Mas o custo disso pode ser alto.

Esses alimentos são verdadeiros vilões da vida saudável, contém inúmeras substâncias que podem não só engordar, mas também, colocar em risco à sua saúde. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, um em cada dez adultos tem diabetes – 1,6 milhão de casos são diagnosticados por ano. Além disso, 70% da população é considerada acima do peso. Nós brasileiros também não temos o que comemorar. Hoje, 50% da população está com sobrepeso. Fique atento e conheça alguns dos piores alimentos industrializados, segundo o site Curiosidades Insanas.

  • NUGGETS

Os nuggets estão no topo da lista dos alimentos industrializados mais consumidos em todo mundo. Muito embora alguns defensores de comida saudável já tenham provado seus males, a maioria das pessoas ignora os fatos e continua comendo esse tipo de gordura. Mas, vamos a realidade: os nuggets são compostos de boa parte de gordura e carboidratos, além do glutamato monossódico, substância que dá aquela vontade de comer sem parar.

Além disso, são processados com a pior parte do frango: olhos, patas, miúdos, bicos, tudo muito rico em gorduras e amônia (sim, amônia!), para evitar a contaminação por bactérias, corantes e aromatizantes. Acompanhe a experiência frustrante do chef britânico Jamie Oliver ao tentar, involuntariamente, convencer criancinhas a não comerem mais nuggets:

Vídeo:

 

  • MIOJO

Criado pelos japoneses após a Segunda Guerra Mundial, o miojo é um dos vilões da vida saudável. Para que o macarrão fique desidratado, daquela forma que encontramos no pacote, ele é pré-cozido e frito. Por isso, possui o triplo de calorias do que o macarrão convencional, além de gorduras trans. Se não bastasse, pesquisas recentes mostraram que o macarrão instantâneo faz mais mal do que se imaginava.

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A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), recentemente, analisou dez marcas de macarrão instantâneo e chegou a uma conclusão assustadora: o tempero em pó de algumas marcas do produto contém mais sódio do que a quantidade indicada para o consumo em um dia inteiro. Miojo, sinônimo de sobrevivência: será?

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  • LASANHA DE MICRO-ONDAS

Os adeptos da comida congelada precisam ficar mais atentos, pois esse tipo de alimento semi-pronto é rico em gordura saturada, ou seja, eleva os níveis do colesterol ruim e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Tais refeições também são ricas em sódio que, em excesso, pode ocasionar aumento da pressão arterial. Além disso, são extremamente calóricos. Uma lasanha de micro-ondas possui, em média, 900 Kcal, quase a metade de calorias que você deve ingerir por dia.

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  • TEMPERO INSTANTÂNEO

Temperar a comida fica muito mais fácil com caldo de carnes ou legumes, não é mesmo? Mas esses cubinhos são quase um “veneno” para sua saúde. Eles contém elevada concentração de sódio e de aditivos químicos – como o glutamato monossódico, responsável por realçar o sabor. Esses aditivos estimulam o paladar, fazem com que as pessoas demorem ainda mais a ficarem satisfeitas, aumentando o prejuízo.

Pior ainda, também há uma suspeita de que o glutamato monossódico possa causar câncer no trato intestinal, além de inúmeros danos à pressão arterial. Alimentar-se bem é essencial para sua saúde, evite os alimentos citados acima e procure fazer refeições ricas em proteínas, legumes e frutas. Tudo é uma questão de equilíbrio.

fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/dezembro/os-quatro-piores-alimentos-industrializados-que?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook#ixzz2n54O9Jab

 

Pensa novamente quando estiver no mercado !! novembro 24, 2013

Filed under: Onde iremos parar? — apontadoiceberg @ 3:32 pm

Para pensar e refletir nossos hábitos e como tudo está interligado!!!

Não sou vegetariano e, por enquanto, não tenho planos de mudar meus hábitos alimentares, mesmo assim achei interessante compartilhar este vídeo. Não é nenhuma defesa ao vegetarianismo, ou qualquer coisa do tipo, é apenas uma reflexão sobre a nossa vida.

A princípio lembrei do vegetarianismo porque um dos argumentos mais frequentes dos vegetarianos que eu conheço é “serem contra a ‘indústria da morte’ que, para quem não sabe, é o nosso modo de produção alimentício”. Pelo o que eu entendo disso, acredito que o fundamento desse argumento é a forma como tratam os animais, desconsiderando qualquer possibilidade de que o animal possa pensar, sentir, etc. O que também é polêmico, lembrando o caso recente do Instituto Royal. Mas o vídeo vai além disso tudo, é um trecho do filme SAMSARA, falei dele neste post aqui.

O filme é mesmo incrível, “nem um documentário tradicional, nem um diário de viagem, o filme assume a forma de uma meditação não-verbal. Através de imagens poderosas, o filme ilumina as relações entre a humanidade e o resto da natureza, mostrando como nosso ciclo de vida reflete o ritmo do planeta.” Neste trecho chamado Food Sequence, que os produtores divulgaram no Vimeo, mostra a parte da produção alimentícia em algum país asiático, e a forma como é consumida. É um pouco chocante para quem não tem “estômago forte”.

Recomendo que assistam, porque não se trata de uma briguinha entre comer carne ou não comer, se trata do nosso modo de vida, cada vez mais acelerado, cada vez mais exagerado, e cada vez mais consumista. Acredito que esta não é a realidade da maior parte do Brasil, mas a cada dia mais vemos um certo processo de “americanização” se desenvolvendo, então é bom ficar atento antes que aconteça de fato.
Reflitam!

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CLIQUE PARA VER O VÍDEO – http://vimeo.com/73234721

Fonte: http://www.blogdepobre.com/pensa-novamente-quando-estiver-no-mercado-video/

 

Ainda dá tempo de mudar o mundo? novembro 4, 2013

Filed under: Onde iremos parar? — apontadoiceberg @ 3:52 pm

Quem é pessimista: você ou o mundo?

Responda rápido: “como acha que será o futuro do planeta?”. Em um projeto independente chamado “Ainda dá Tempo”, criado pelos publicitários Gabriel T. Garcia, Felipe Sampaio, Luís Paulo Gatti e Rainor Marinho, um grupo de adultos foi convidado para responder a questão. Após as respostas, temas como destruição do meio ambiente e guerras vieram à tona, foram confrontados com depoimentos de seus filhos em relação à mesma questão.

“Criamos esse vídeo com o objetivo de abrir os olhos para o fato que para começar uma mudança é preciso acreditar primeiro que ela é possível. Será que é possível transformar o mundo em um local legal para nossas crianças viverem?”, questiona Luis Paulo Gatti, um dos responsáveis pelo experimento social. Vale a reflexão.

Veja o vídeo: http://ciclovivo.com.br/noticia/ainda-da-tempo-de-mudar-o-mundo

Saiba mais no Adnews.

 

14 Coisas que você realmente não deseja saber dos alimentos que você compra outubro 29, 2013

Filed under: Onde iremos parar? — apontadoiceberg @ 2:27 pm

1. A fabricação de iogurte grego produz toneladas de soro ácido (tóxico) desperdiçados todos os anos, e ninguém sabe o que fazer com isso.

A fabricação de iogurte grego produz toneladas de soro ácido (tóxico) desperdiçados todos os anos, e ninguém sabe o que fazer com isso.

Eis um trecho de uma fascinante matéria da revista Modern Farmer sobre como lidar com o problema do soro de leite:

“Para cada 100 ou 120g de leite, a Chobani e outras companhias só conseguem produzir 30g de iogurte grego cremoso. O resto acaba virando soro lácteo ácido. Trata-se de um dejeto viscoso que não pode ser simplesmente descartado. Não apenas isso seria ilegal, como também a decomposição do soro do leite é tóxica para o meio ambiente, roubando o oxigênio de córregos e rios. Isso poderia transformar um curso d’água naquilo que os especialistas chamam de ‘mar morto’, destruindo a vida aquática por áreas potencialmente amplas. Derramamentos de soro de queijo, um parente de soro de iogurte grego, já matou dezenas de milhares de peixes nos Estados Unidos nos últimos anos.”

2. Os sucos de laranja que não provêm de “concentrado” são processados com “pacotes flavorizantes” para assegurar, de modo artificial, que cada garrafa tenha exatamente o mesmo gosto.

Os sucos de laranja que não provêm de “concentrado” são processados com “pacotes flavorizantes” para assegurar, de modo artificial, que cada garrafa tenha exatamente o mesmo gosto.

Não importa a estação do ano ou de quais laranjas o suco provém, as grandes empresas de bebidas fabricam seus produtos de maneira perfeitamente consistente, ao misturarem no suco flavorizantes cuidadosamente calibrados, específicos de cada marca. Essas misturas são adicionadas para substituir os sabores naturais perdidos quando o suco tem parte do seu oxigênio removido (sendo “desarejado”) para que ele possa ser mantido em tanques de armazenamento durante mais de um ano (!) sem oxidar.

Como o sabor adicionado é tecnicamente derivado do óleo e do extrato da laranja, ele não precisa ser listado de forma específica entre os ingredientes. Leia mais aqui.

3. É desta forma que os ingredientes para hambúrgueres vegetarianos embalados são misturados uns aos outros:

14 Coisas Que Voc� Realmente N�o Deseja Saber Dos Alimentos Que Voc� Compra

Num enorme carrinho de mão. Com uma pá. Nossa, adorei tanto isso. Assista ao vídeo completo do Science Channel aqui.

4. A maior parte do leite comercial é produzida por meio de combinação, aquecimento, homogeneização e reembalagem do leite de centenas de vacas.

A maior parte do leite comercial é produzida por meio de combinação, aquecimento, homogeneização e reembalagem do leite de centenas de vacas.

O leite é separado em diferentes componentes (gordura, proteína e outros resíduos sólidos e líquidos) por grandes centrífugas industriais. Esses componentes lácteos são, então, recombinados em diferentes proporções para se produzir leite integral, semidesnatado e desnatado perfeitamente uniformes.

Leia mais sobre o processo – e sobre como o leite cru (ou seja, aquele que sai das vacas) se tornou uma coisa do passado – nesta matéria do L.A. Times.

5. Os produtores de cerejas marascas lavam as frutas com alvejantes químicos e depois as deixam marinando em grandes cubas com xarope de milho e corante para tornarem as cerejas vermelhas novamente.

Desculpa, elas não nascem assim.

6. Muitas sopas enlatadas são flavorizadas com glutamato monossódico (MSG), mesmo quando elas afirmam o contrário.

Muitas sopas enlatadas são flavorizadas com glutamato monossódico (MSG), mesmo quando elas afirmam o contrário.Feito com MSG. / Sem MSG*. / A Campbell’s produz mais de 90 sopas com MSG. / A Progresso produz 26 sopas sem MSG*. / Na Progresso, estamos removendo o MSG* de todas as nossas sopas deliciosas. E não se preocupe, prometemos manter o mesmo sabor que você sempre adorou. * exceto o MSG que ocorre naturalmente em extrato de levedura e em proteínas vegetais

O aditivo dá um sabor de carne às sopas, ajudando a compensar a perda de sabor induzida nos enlatados e a redução de sal (muitas marcas acabaram reduzindo o seu uso de sal graças a campanhas nutricionais condenando os altos níveis de sódio).

O MSG não necessariamente é nocivo, mas os fabricantes de sopas evitam admitir o seu uso, afirmando capciosamente que ele “ocorre naturalmente” (porque é refinado a partir de proteínas de vegetais e de leveduras) e listando-o entre os ingredientes como “extrato de levedura” ou “proteína hidrolisada”. Uma verdadeira guerra publicitária eclodiu em 2008 porque a Campbell’s e a Progresso passaram a temer que os consumidores deixariam de comprar sopas que contivessem MSG.

7. O processo de enlatamento de sopas é tão violento que as companhias produzem cenouras superduras em suas receitas para que elas não se desintegrem.

O processo de enlatamento de sopas é tão violento que as companhias produzem cenouras superduras em suas receitas para que elas não se desintegrem.

Esse aí é só um cara qualquer segurando uma cenoura enorme, mas um ex-cientista alimentar da Campbell’s descreveu as cenouras com resistência industrial como “semelhantes a troncos de árvore – parecidas com bastões de beisebol”.

8. Muitos sorvetes são espessados e estabilizados com carragenina, que é na verdade um extrato de algas marinhas.

O que não é ruim, apenas… esquisito? Mais informações aqui.

9. Salsichas são preenchidas com uma mescla gosmenta de retalhos de carne, gordura e amido, ou “recheio de cereais”.

14 Coisas Que Voc� Realmente N�o Deseja Saber Dos Alimentos Que Voc� Compra

Recheio de cereais = farelos de pão, farelo de grãos ou farinha, porque quem é que não adoraria um pouco de farelo de grãos em sua salsicha bock? E isso sem falar em todos os adoráveis flavorizantes, corantes e conservantes que podem estar flutuando por ali também. Se você está a fim de vomitar mais um pouco, dê uma olhada neste vídeo do processo de produção.

10. Inúmeros azeites de oliva importados (e caros) “extra virgem” são na verdade batizados com óleos de sementes e nozes mais baratos.

Inúmeros azeites de oliva importados (e caros) "extra virgem" são na verdade batizados com óleos de sementes e nozes mais baratos.

Leia o ensaio fascinante (e hilário) de Tom Mueller sobre a fraude dos azeites italianos, que acabou virando o livro Extravirgindade: O Sublime e Escandaloso Mundo do Azeite de Oliva.

11. Produtos vermelhos e cor de rosa são muitas vezes corados com extrato de cochonilha, ou seja, nada mais nada menos do que os corpos esmagados de minúsculos insetos.

Incluindo todos esses velhos conhecidos. O extrato de cochonilha também aparece listado, por vezes, como ácido carmínico ou carmim. Você pode aprender mais sobre o delicioso processo de fabricação desse corante aqui.

12. Cremes para café são feitos com xarope de milho e óleos vegetais (hidrogenados e com gordura trans).

Cremes para café são feitos com xarope de milho e óleos vegetais (hidrogenados e com gordura trans).

Creme coisa nenhuma. Aqui estão os ingredientes listados no rótulo do Coffee-Mate Original Liquid:

ÁGUA
RESÍDUOS SÓLIDOS DE XAROPE DE MILHO
ÓLEO PARCIALMENTE HIDROGENADO DE SOJA E/OU DE ALGODÃO
MENOS DE 2% DE CASEINATO DE SÓDIO (UM DERIVADO DO LEITE)
FOSFATO DIPOTÁSSICO
MONOGLICERÍDEOS E DIGLICERÍDEOS
ALUMINOSSILICATO DE SÓDIO
SABOR ARTIFICIAL
CARRAGENINA

E se você precisa de mais um motivo para parar de colocar creme no seu café, saca só essa textura superdivertida que surge quando todos esses ingredientes se juntam!

14 Coisas Que Voc� Realmente N�o Deseja Saber Dos Alimentos Que Voc� Compra

13. Para se fazer bacon, barrigas de porco são penduradas nessa máquina estranha ao estilo lava-jato e banhadas com “fumaça líquida”.

14 Coisas Que Voc� Realmente N�o Deseja Saber Dos Alimentos Que Voc� Compra

Essa chuva vermelha horripilante também inclui corantes para dar uma cor mais apropriada de bacon ao porco.

14. O queijo ralado está repleto de celulose – ou seja, polpa de madeira refinada – para evitar que ele fique embolotado.

A celulose, feita de fibras de plantas retalhadas (incluindo madeira), é um aditivo alimentar comum que pode ser usado para deixar o sorvete mais cremoso ou para engrossar o molho de salada sem adicionar calorias. Como ela é derivada naturalmente, até mesmo os alimentos embalados rotulados como orgânicos muitas vezes incluem celulose. Serragem! Quem diria?

 

Onde iremos parar?

Fonte: http://www.buzzfeed.com/rachelysanders/14-coisas-que-voce-realmente-nao-deseja-saber-os-a

 

 

Fim dos lixões até 2014 é tema da Conferência Nacional do Meio Ambiente outubro 22, 2013

Filed under: Onde iremos parar? — apontadoiceberg @ 2:08 am
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Por Ana Cristina Campos, da Agência Brasil

O Brasil tem 2.906 lixões em atividade e das 189 mil toneladas de resíduos sólidos produzidas por dia apenas 1,4% é reciclado. Mudar esse quadro –  acabando com os lixões até 2014 e aumentando o percentual de reciclagem – é uma das principais metas da 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente, que este ano vai discutir a geração e o tratamento dos resíduos sólidos. O evento ocorre em Brasília, de 24 a 27 de outubro.

O tema ganhou relevância após a publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305, de 2010, que determina que todos os municípios tenham um plano de gestão de resíduos sólidos para ter acesso a recursos financeiros do governo federal e investimento no setor.

Os 1.352 delegados debaterão a PNRS com base nas propostas apresentadas nas 26 etapas estaduais e na etapa distrital e nas 643 conferências municipais e 179 regionais que mobilizaram 3.602 cidades e 200 mil pessoas. A conferência terá quatro eixos temáticos: produção e consumo sustentáveis, redução dos impactos ambientais, geração de emprego e renda e educação ambiental.

Na etapa nacional, será produzido um documento com 60 ações prioritárias, sendo 15 por eixo. “O governo vai deter sua atenção nessas ações demandadas pela conferência para implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos,” disse o diretor de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Geraldo Abreu. Esses resultados constarão na carta de responsabilidade compartilhada da 4ª CNMA.

Pela Lei 12.305, após 2014 o Brasil não poderá mais ter lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Além disso, os resíduos recicláveis não poderão ser enviados para os aterros sanitários e os municípios que desrespeitarem a norma podem ser multados.

O desafio é grande: existem quase 3 mil lixões no Brasil para serem fechados no prazo fixado na PNRS, apenas 27% das cidades brasileiras têm aterros sanitários e somente 14% dos municípios brasileiros fazem coleta seletiva do lixo. “Precisamos transformar os resíduos em matéria-prima para que o meio ambiente não seja tão pressionado. Perdemos potencial econômico com a não reutilização dos produtos”, explicou Abreu. Segundo o MMA, se os resíduos forem reaproveitados podem valer cerca de R$ 8 bilhões por ano.

“A gestão de resíduos sólidos, até a publicação da lei, se deu de forma muito desordenada, trazendo uma série de prejuízos à população. Vimos proliferar lixões por todo o Brasil, com desperdício de recursos naturais que, pela ausência de um processo de reciclagem, acabam indo para esses locais inadequados”, disse Abreu.

A conferência vai discutir, entre outras medidas, o fortalecimento da organização dos catadores de material reciclável por meio de incentivos à criação de cooperativas, da ampliação da coleta seletiva, do fomento ao consumo consciente e da intensificação da logística reversa, que obriga as empresas a fazer a coleta e dar uma destinação final ambientalmente adequada dos produtos.

Matéria originalmente publicada em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-10-20/fim-dos-lixoes-ate-2014-e-tema-da-conferencia-nacional-do-meio-ambiente

 

Menos de 2% dos resíduos sólidos são reciclados setembro 26, 2013

Filed under: Onde iremos parar? — apontadoiceberg @ 6:08 pm

Por Akemi Nitahara, da Agência Brasil

Mesmo com 60% dos municípios do país tendo alguma iniciativa de coleta seletiva, a quantidade de resíduo sólido urbano que de fato retorna à cadeia produtiva não chega a 2%. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 51,4% do material coletado são matéria orgânica; 13,5% são plástico; 13,1% são papel, papelão e tetra pak; 2,9% são metais; 2,4% dos resíduos são vidro; e 16,7% são outros materiais.

De acordo com a Abrelpe, em 2012 foram produzidas 1.436 mil toneladas de alumínio primário e a reciclagem fica na faixa de 36%, chegando a 98,3% das latas de bebida, patamar com pouca variação nos últimos cinco anos. A produção de papel foi 10 milhões de toneladas e a taxa de recuperação com potencial para reciclagem está em 45,5%.

Já em 2011, o consumo aparente de plásticos, foi 6,8 mil toneladas, das quais 1.000 toneladas recicladas – 57% no caso de PET. Em 2001, a reciclagem dessas garrafas era 32,9%. No setor de vidros, o dado mais recente é de 2008, quando a capacidade de produção instalada foi 3 mil toneladas, sendo 1.292 no setor de embalagens. Dessas, 47% são recicladas – incluindo 20% de embalagens retornáveis -, 33% reutilizados e 20% vai parar em aterros e lixões.

No setor de vidros, o dado mais recente é de 2008, quando a capacidade de produção instalada era 3 mil toneladas, sendo 1,29 mil no setor de embalagens. Dessas, 47% são recicladas – incluindo 20% de embalagens retornáveis -, 33% reutilizadas e 20% vão parar em aterros e lixões.

O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ronaldo Hipólito, explicou que a Política Nacional de Resíduos Sólidos não prevê prazo para implantar a coleta seletiva e a reciclagem dos materiais.

“Nós colocamos metas no plano nacional: para 2015 uma quantidade de reciclagem e outra para 2019. Para os resíduos úmidos tem a compostagem, a biodigestão. Mas nós estamos trabalhando tudo paralelamente, porque não pode fechar primeiro o lixão para depois fazer a reciclagem”, disse Hippólito. Em tese, na hora de se fechar um lixão e colocar em funcionamento um aterro sanitário, onde só poderá ser depositado rejeito, obrigatoriamente terá que haver a coleta para retirar a parte que não deve ser enterrada, acrescentou.

Quanto às cooperativas de catadores, Hipólito disse que foi criado um comitê interministerial para analisar essa inclusão socioeconômica. Já foram organizadas cerca de 200 cooperativas, das 1.300 que o ministério estima existirem no Brasil. Também foi lançada uma campanha educativa sobre a importância da separação dos resíduos.

“Nós solicitamos ao Ipea, em 2010, um estudo sobre quanto o Brasil perde ao ano por não reciclar, por enterrar as coisas que poderiam ser reaproveitadas, e o Ipea chegou ao número de R$ 8 bilhões por ano. É muito dinheiro. Essa propaganda institucional que nós fizemos e pretendemos voltar esse ano a falar sobre o assunto, serve para conscientizar as pessoas sobre a importância que tem isso para a economia como um todo”, disse o técnico do Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, o governo do Rio de Janeiro tem apoiado as prefeituras para iniciar os projetos de coleta seletiva. “Os municípios tem que ter uma equipe para isso, tem que ter uma campanha de comunicação, tem que escolher alguns bairros para fazer um projeto piloto, não é uma coisa científica, é erro e acerto”.

O superintendente de Políticas de Saneamento da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), Victor Zveibil, explicou que 17 municípios, dos 92 do estado, começaram a implantar programas de coleta seletiva, entre eles Mesquita, Petrópolis e Niterói. Além disso, o governo lançou o Programa Catadores e Catadoras em Rede Solidária. “É um programa que a secretaria está iniciando em parceira com o Ministério do Trabalho e Emprego, que tem essa missão de reforçar as cooperativas e trabalhar a questão da comercialização, de uma rede de cooperativas para a reciclagem e para a comercialização. Esse levantamento já foi feito em 41 municípios”.

Por mês, são recolhidas na capital 936 toneladas de material reciclável, dos 150 mil toneladas de lixo da coleta domiciliar. O material é destinado a cerca de 50 cooperativas cadastradas na Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). O engenheiro Mauro Wanderley Lima, da Diretoria Técnica e de Logística, lembrou que a coleta seletiva depende da colaboração da população. “A ideia é atingir todos os bairros do Rio até 2016. Agora, precisamos da colaboração da população e é uma coleta mais cara, porque você não pode comprimir o material, não pode ser misturado. O ideal é que você terminar de usar a lata de molho de tomate, o iogurte, dê uma lavadinha e entregue para a reciclagem”.

A coordenadora do Movimento Nacional dos Catadores no Estado do Rio de Janeiro, Claudete Costa, ponderou que a situação de muitos catadores é precária. “Eu continuo trabalhando com o pessoal na rua, a gente cata o material, junta no “burrinho sem rabo” – carroça manual -, vê um local estratégico para fazer a triagem rapidamente e nem todo o material a gente tem tempo de juntar para reciclar, só o que está em alta no mercado”. Ela acrescentou que os catadores interrompem o trabalho às 15h quando passa o caminhão da Comlurb.

De acordo com ela, as cooperativas beneficiadas pela coleta seletiva estão em situação melhor, mas ainda há cerca de 240 famílias trabalhando no aterro controlado de Gericinó, que vai fechar até o fim do ano. “Então está no mesmo trâmite que eu, daqui a pouco estão na rua. O pessoal quase não tem mais acesso como tinha antes. Poucas famílias estão sendo beneficiadas, porque está indo tudo para [o aterro sanitário de] Seropédica”.

Claudete reclama que falta apoio da prefeitura para trabalhar. “Falta tudo, da estrutura do galpão, maquinário, para a coleta seletiva. Tem muitas cooperativas que estão na rua, tem muitas que estão em galpão alugado”.

A SEA anunciou que “em breve” será inaugurado o Polo de Reciclagem de Gramacho, que vai aproveitar a mão de obra dos cerca de 400 catadores que atuavam no aterro controlado de Gramacho, fechado no ano passado.

Matéria originalmente publicada em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-09-08/menos-de-2-dos-residuos-solidos-sao-reciclados

In:http://www.cidadessustentaveis.org.br/noticias/menos-de-2-dos-residuos-solidos-sao-reciclados