A Ponta do Iceberg's Blog

Como você faz a diferença?

Está no ar site do sistema de gestão de resíduos na construção civil em São Paulo dezembro 18, 2014

Filed under: Reciclagem Consciente — apontadoiceberg @ 1:04 pm

Ferramenta instituída pela Cetesb e SindusCon-SP facilita o gerenciamento de resíduos sólidos desde a geração até a destinação final

Kelly Amorim, do Portal PINIweb

17/Dezembro/2014
Marcelo Scandaroli

Já está disponível para acesso o site do Módulo Construção Civil do Sistema Estadual de Gerenciamento On-line de Resíduos Sólidos (Sigor), instituído pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo em parceria com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e o Sindicato da Indústria da Construção (SindusCon-SP).

A cerimônia de lançamento da ferramenta, que objetiva agilizar e desburocratizar os procedimentos de gerenciamento das informações relativas aos fluxos de resíduos sólidos desde a geração até a destinação final, passando pelo transporte e destinações intermediárias, foi realizada na última sexta-feira (12) na Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

O SindusCon-SP também disponibilizou a apresentação do projeto, que reúne informações sobre os materiais contemplados, os usuários do programa e os dados para elaboração dos Planos de Gerenciamento de Resíduos (PGR) por parte dos geradores e a emissão dos documentos que acompanham os resíduos transportados chamados de Controle de Transporte de Resíduos (CTR).

A previsão é de que, no próximo ano, o Sigor seja implantado nas cidades de Santos, onde já opera um sistema piloto, Campinas, Sorocaba, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Bauru, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Santo André. O sistema envolve, além dos órgãos estaduais, os municípios, os geradores, os transportadores e as áreas de destino de resíduos.

 

Para acessar o Sigor, clique aqui.

 

Fonte: http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/gestao/esta-no-ar-site-do-sistema-de-gestao-de-residuos-335297-1.aspx

 

Saiba onde descartar seu lixo eletrônico em São Paulo dezembro 10, 2014

Filed under: Reciclagem Consciente — apontadoiceberg @ 1:00 am
09 de Dezembro de 2014
Os eletrônicos não podem ser destinados ao lixo comum.

Os eletrônicos não podem ser destinados ao lixo comum.

É comum realizar uma grande faxina no final de ano para começar o ano seguinte “mais leve” e com menos entulho. Na hora de limpar as gavetas, armários e jogar fora o que não se usa mais podem surgir algumas dúvidas sobre onde descartar certos tipos de materiais. Os eletrônicos, por exemplo, não podem ser destinados ao lixo comum.

Em casos assim, a melhor opção é procurar pontos de descarte de lixo eletrônico, evitando que esses objetos prejudiquem o meio ambiente. Para quem mora em São Paulo, uma alternativa é ir até um dos pontos da Coopermiti, cooperativa especializada na reciclagem de e-lixo, fazer o descarte ou agendar a retirada – no caso de grandes quantidades.

Para quem tem dúvidas sobre os equipamentos que podem ser descartados para reciclagem esses são alguns exemplos: computador, mouse, teclado, notebook, placa mãe, placa controladora, processador, memória, periféricos de informática, impressora, roteador, hub, switch, modem, celular, nobreak, fios, cabos, aparelhos de som, eletro portáteis, cafeteira, batedeira, enfim todo equipamento que utiliza energia elétrica.

Tá cheio de equipamentos eletrônicos em casa e não sabe o que fazer com eles? Confira abaixo os pontos de entrega voluntária:

Coopermiti – (11) 3666-0849

Rua Dr. Sergio Meira, 268 – Barra Funda – São Paulo – CEP: 01153-010

CEU FORMOSA – (11) 2216-4622

Rua Sargento Claudiner Evaristo Dias, 10 – Parque Santo Antônio – CEP: 03385-150

Continental Shopping – 4040-4981 / 2666-3830 (pequenos objetos)

Av. Leão Machado, 100 – Jaguaré – CEP: 05328-020

ETEC – Gildo Marçal Bezerra Brandão – Perus

(11) 3917-8751 / 8263 – Rua Presidente Vargas, s/nº – Vila Caiuba – Perus – CEP: 05207-000

ETEC Pinheiros – APM – Associação de Pais e Mestres da Escola Técnica Estadual Guaracy Silveira – (11) 3813-3986

Rua Ferreira de Araújo, 527 – Pinheiros – CEP: 05428-001

ETEC Vila Formosa – (11) 2211-6485

Rua Bactória, 38 – Jardim Vila Formosa – CEP: 03472-100

Paço Cultural Julio Guerra – (11) 5523-6455

Praça Floriano Peixoto, 131 – Santo Amaro – CEP: 04751-030

Parque Luis Carlos Prestes – (11) 3721-4965

Rua João Della Manna, 665 – Butantã – CEP: 05535-010

Parque da Previdência – (11) 3721-8951

Rua Pedro Peccinini, 88 – Jardim Previdência – CEP: 05532-030

Parque Alfredo Volpi – (11) 3031-7052

Rua Engenheiro Oscar Americano, 480 – Morumbi – CEP: 05673-050

Santana Parque Shopping – (11) 2238-3002 (pequenos objetos)

Rua Conselheiro Moreira de Barros, 2.780 – Santana – CEP: 02430-001

Para mais informações ou agendamento para retiradas de grandes quantidades de e-lixo, acesse aqui.

 

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/saiba-onde-descartar-seu-lixo-eletronico

 

Pote de iogurte é reciclado? dezembro 8, 2014

Filed under: Reciclagem Consciente — apontadoiceberg @ 5:18 pm

Afonso Capelas Jr. – 03/12/2014 às 12:21

IOGURTE_OK_3Potinhos plásticos de iogurte que jogo fora junto com o lixo seco podem ser selecionados para reciclagem ou acabam descartados pelos separadores na cooperativa de reciclagem? Thyago Zucoloto Afonso, Vila Velha, ES.

Thyago, os recipientes de iogurtes e outras bebidas lácteas, em geral, são aproveitados pelos catadores e separadores de resíduos. Por isso é importante juntá-los com os outros rejeitos recicláveis, como você já tem feito.

Em primeiro lugar vamos às informações técnicas do especialista em resíduos sólidos Sandro Donnini Mancini, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Sorocaba. Ele informa que a maioria dessas embalagens é feita de um plástico conhecido como poliestireno de alto impacto, ou HIPS. “É o mesmo material utilizado na fabricação de copinhos de café daqueles mais quebradiços e em boa parte das carcaças de eletroeletrônicos, em geral os de cores preta ou cinza”.

O professor Donnini – que costuma percorrer com frequência cooperativas de triagem de resíduos e empresas recicladoras – sabe que os catadores não têm dificuldades em vender esses potinhos plásticos. “Na verdade é muito comum ocorrer a separação de plásticos mistos. Os potinhos vão junto nessa leva e são separados posteriormente”, relata.

Vale lembrar, no entanto, que é preciso retirar os excessos de alimentos das embalagens de bebidas lácteas antes de colocá-las nos sacos de lixo seco. Essa medida evita o mau cheiro e afasta os insetos e roedores.

Para tanto não é necessário gastar água potável. Existem alguns macetes para limpar os potinhos sem desperdiçar a água limpa, tão escassa nestes dias de seca.

Reproduzo, abaixo,  dicas espertas sobre como limpar embalagens sem gasto de água. Elas foram deixadas por muitos leitores do Sustentável na prática em seus comentários ao post Embalagens: lavar ou não lavar, publicado em fevereiro deste ano:

–  Tirar o excesso de restos de alimentos com o guardanapo de papel usado antes de descartar as embalagens;

– Colocar um mínimo de água nas embalagens de leite ou iogurte, chacoalhar um pouco e despejar o conteúdo nos vasos de plantas;

– Juntar embalagens, colocá-las dentro do tanque e despejar a água já utilizada na máquina de lavar roupas;

– Durante a lavagem da louça tampar a pia da cozinha e mergulhar as embalagens para retirar os restos de alimentos com a água do enxágüe;

– Lavar as embalagens com a água do cozimento de legumes;

– Colocar bacias debaixo das calhas para captar água da chuva e com ela retirar o excesso de resíduos das embalagens.

Simples assim…

Leia também

Embalagens: lavar ou não lavar?

Imagem – Creative Commons

Tem alguma dúvida sobre sustentabilidade no seu dia a dia? Então faça sua pergunta. Envie seu e-mail para pergunteaoafonso@gmail.com. Sua dúvida será respondida aqui no blog Sustentável na prática.

 

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/sustentavel-na-pratica/pote-de-iogurte-e-reciclado/?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_psustentavel_sustentavelnapratica

 

 

Onde descartar resíduos recicláveis janeiro 12, 2014

Filed under: Reciclagem Consciente — apontadoiceberg @ 6:36 pm

Confira abaixo locais para descartar seus resíduos recicláveis, baseado em sites que disponibilizam listas ou até geram mapas para facilitar a entrega.

Alguns atalhos são para coleta de resíduos específicos, outros recebem todo o tipo de material, como óleo de cozinha saturado, papel e papelão, metais, plásticos, pilhas e baterias, entre outros resíduos recicláveis. Sempre que possível estaremos atualizando esta página com novas listas. Se você tiver dificuldade em encontrar um local adequado, volte outras vezes.

   
Reciclagem de óleo de cozinha 

 

O Instituto Triângulo é uma OSCIP que recolhe óleo de cozinha saturado para transformar em sabão no estado de São Paulo.
Clique aqui para acessar os endereços dos postos de coleta de óleo de cozinha usado 


 

Reciclagem de materiais diversos

 

Diversos produtos e embalagens de consumo que estão presentes no seu dia a dia podem ser reciclados ou terem um destino correto, basta você destiná-las em um posto de coleta ou reciclagem. Encontre a melhor opção de descarte para o seu item!


 

Reciclagem de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos 
Quem compra eletrodoméstico no Carrefour ou possui algum que não usa mais, já pode contar com o Descarte Sustentável Carrefour.

Clique aqui para acessar o Descarte Certo


 

Reciclagem Tetra Pak

  O site Rota da Reciclagem informa onde estão localizadas as cooperativas de catadores, as empresas que comercializam materiais recicláveis e os pontos de entrega voluntária (PEV) que recebem embalagens da Tetra Pak.
Digite o endereço ao lado.

Clique aqui para acessar o Rota da Reciclagem

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Conheça o CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem

 

O Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) é uma associação sem    fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem dentro do conceito de gerenciamento integrado do lixo. Fundado em 1992, o Cempre é mantido por empresas privadas de diversos setores.

Clique aqui para acessar o cempre

 

Fonte:http://www.setorreciclagem.com.br/setor-reciclagem/onde-descartar-residuos-reciclaveis

 

Chiclete reciclado pode virar borracha para brinquedos e sapatos janeiro 8, 2014

Filed under: Reciclagem Consciente — apontadoiceberg @ 3:10 pm

O chiclete mascado e jogado fora é um dos maiores problemas ambientais do mundo, mas no Reino Unido esta questão ficou tão fora de controle que a limpeza das ruas de lá chega a custar 150 milhões de libras por ano.

Para tentar tirar algum proveito da situação, foram instalados algumas Gumdrop Bins, pequenas lixeirinhas específicas para chiclete. Seriam mais ou menos 3.5 bilhões de chicletes que deixariam de grudar nas ruas! Anna Bullus, a inventora do Gumdrop Bin, garante que esta forma de coleta seletiva pode ajudar na reciclagem do chiclete.

Não, o chiclete mascado não vira outro chiclete novo, mas vira um composto de borracha muito útil chamado BRGP (Bullus Recycled Gum Polymer) que pode virar até brinquedos ou sapatos.

“O mais maravilhoso é que você pode usar este composto para fazer qualquer produto plástico”, comemora Anna. “Eu adoraria fazer algumas galochas, por exemplo. Botas de chiclete, na verdade!”.

Até o recipiente de coleta é feito com o tal polímero do chiclete. Bem interessante!

 

Fonte: http://gienex.com/2010/08/31/chiclete-reciclado-pode-virar-borracha-para-brinquedos-e-sapatos/

 

Armários ecológicos outubro 7, 2013

Filed under: Reciclagem Consciente — apontadoiceberg @ 1:01 pm

Armários ecológicos

Mai uma razão para reciclar!!!

 

O desafio da coleta seletiva em Belo Horizonte outubro 24, 2012

Filed under: Reciclagem Consciente — apontadoiceberg @ 2:25 pm

Com baixíssimo índice de reciclagem de resíduos sólidos, Belo Horizonte está longe de atingir a meta estabelecida pelo país para 2014. Mas dá para mudar esse cenário

O rascunho do desenho vai para a lixeira azul, dos papéis. A garrafinha do iogurte para a vermelha, dos plásticos. Alunos do maternal do Colégio Sagrado Coração de Jesus, no Funcionários, já sabem de cor a lição da coleta seletiva. Com apenas 2 anos, Sophia Silva Machado não consegue ainda usar a palavra reciclagem, mas já entende que as caixinhas vazias do suco de uva não precisam ser jogadas fora, podem ser usadas para construir brinquedos, como o castelinho que fez. “Meu pai achou lindo”, conta. Ninguém questiona a importância da conscientização ambiental ainda na infância. Os educadores, porém, lamentam que o aprendizado das salas de aula seja desperdiçado quando as crianças chegam em casa. “A maioria das famílias daqui ainda não tem a cultura da separação do lixo”, admite Flávia Miguez, a professora da turma de Sophia. Os números mostram que ela está certa. Belo Horizonte está muito distante da meta que deveria, por força de uma lei federal, ser atingida até 2014: a de não mais aterrar material reciclável. A coleta seletiva representa apenas 0,8% — 28 toneladas — do total de 3 500 toneladas de lixo produzidas diariamente na cidade. Comparado aos dados de capitais como Porto Alegre e Curitiba, onde o índice chega a 20%, o resultado é vergonhoso. E, mesmo tendo como referência a média nacional, que é de 3%, não há nada do que se orgulhar.

ONDE LEVAR OS RESÍDUOS
Por que reciclamos tão pouco? Os moradores culpam a administração municipal, que não investe em um sistema adequado de coleta dos resíduos recicláveis. Dos 482 bairros e favelas do município, apenas trinta contam com coleta seletiva em domicílio. Isso significa que somente 354 000 moradores, ou 15% da população, são beneficiados pelo serviço. A prefeitura se defende, diz que falta mesmo é conscientização e engajamento. E, convenhamos, tem lá alguma razão quando lança mão desse argumento. “A gente chega a varrer ruas do Centro até nove vezes por dia”, afirma Lucas Gariglio, diretor de planejamento da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). “Se a população ainda joga lixo no chão, como exigir mais do que já é feito?”

O fato é que, embora a maior parte dos belo-horizontinos se diga simpatizante da “teoria dos três erres” (reduzir, reutilizar e reciclar), são raros os exemplos como o da família do auditor fiscal Wertson Souza. Pelo menos uma vez por semana, ele desce para a garagem do edifício onde mora, no Buritis, com vários sacos de lixo para ser colocados no porta-malas do carro. De lá, segue em busca de algum ponto de coleta onde poderá deixar, devidamente separados, os resíduos — papel, metal, vidro e plástico acumulados por ele, a mulher, Kátia, e as filhas, Raíssa e Bárbara. “É trabalhoso, mas também gratificante”, afirma. O auditor é um obstinado que, há anos, tenta convencer amigos e vizinhos a aderir à prática sustentável. Quando era síndico de um condomínio no Anchieta, implantou a coleta seletiva e viu apenas nove dos 112 apartamentos participar do modelo.

PARA FAZER A SUA PARTE
“O belo-horizontino é extremamente omisso”, acusa Rafael Tobias, que é diretor do departamento de gestão ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e estuda a destinação de lixo. “Todos já deveriam estar bem informados, conscientes e sensibilizados”, diz. Afinal, a discussão não é nova. Há mais de doze anos, em 1999, a catadora Maria das Graças Marçal, mais conhecida como dona Geralda, estava em Nova York, a convite da Organização das Nações Unidas (ONU), para falar do trabalho da Associação dos Catadores de Material Reciclável (Asmare). A associação que coordena já ganhou vários prêmios e é considerada uma referência nacional. Segundo ela, cada um dos 190 agentes ambientais da Asmare, que é como são hoje chamados os catadores, recolhe 200 quilos de lixo por dia. Apenas metade disso é de resíduo reutilizável. “Se as pessoas fizessem a separação, nossa produtividade aumentaria”, afirma.

É de causar surpresa que na terceira maior metrópole do país, de onde saiu exemplo tão emblemático quanto o da Asmare, seja ínfimo o índice de reciclagem. Depois de morar quatro anos em São Paulo, o designer de joias Roberto Staino ficou decepcionado com a realidade que encontrou em sua própria cidade. Na capital paulista, havia coleta seletiva em todos os três prédios nos quais morou. Desde que voltou, em 2008, ele tenta manter, na base do esforço pessoal, os hábitos que adquiriu por lá. Não anda nada fácil. “Falta esclarecimento sobre o processo”, reclama. Mesmo para ele, que já se convenceu de que é preciso aderir, pairam muitas dúvidas. “Não sei se devo lavar as embalagens ou se a água que eu usar para isso colocará a perder o benefício da reciclagem”, exemplifica. Staino deveria, sim, fazer a limpeza das embalagens que guarda, como as caixas de leite e suco.

Por parte do poder público, falta mesmo informação. No telefone 156 da SLU, tudo o que o morador conseguirá descobrir são os endereços dos 99 locais de entrega voluntária (LEV) e das 32 unidades de recolhimento de pequenos volumes (URPV), que recebem até 2 metros cúbicos de entulho, como pneus e móveis velhos. Para uma população de 2,4 milhões de habitantes, são pouquíssimos pontos. E o número não vem subindo, ao contrário do que era de esperar. Já foram 137 locais de entrega voluntária, por exemplo, mas 38 acabaram retirados por causa de depredação ou a pedido dos próprios moradores. “As pessoas não sabem, ou não querem, fazer a destinação correta, misturando comida ao material reciclável, o que acaba atraindo ratos e provocando mau cheiro”, explica Lucas Gariglio, da SLU.

A falta de educação sobre o assunto, diz o professor Rafael Tobias, também é uma falha do poder público. “É de competência do governo local fomentar essa rede, incluindo desde o consumidor e o catador até o transportador e o fabricante”, argumenta. Segundo ele, embora caiba à prefeitura o papel central, para mudar o cenário atual todos devem contribuir. Ainda que por motivos mercadológicos — pega bem associar uma marca ao conceito da sustentabilidade —, alguns estabelecimentos, como os supermercados, já vêm dando sua cota de colaboração. Boa parte da população consciente da cidade hoje utiliza o serviço de coleta oferecido por esses lugares. Só no Verdemar, que recolhe material reciclável em quatro de suas seis unidades, os clientes deixam, diariamente, 400 quilos de resíduos. O SuperNosso não informa o volume da coleta diária, mas a gerente de marketing, Adrianne Perez, diz que, considerando o número de residências do entorno de suas lojas, o resultado é baixo. “O Brasil ainda não está preparado para uma separação obrigatória, com multa por descumprimento como ocorre em alguns países, mas a conscientização é uma meta que não podemos deixar de perseguir”, pondera.

 

Um bom incentivo para mobilizar os moradores e elevar a participação nos programas de reciclagem é a divulgação dos resultados concretos da coleta seletiva que é feita por aqui. As 28 toneladas recolhidas pelos caminhões verdes da SLU a cada dia garantem o trabalho de pelo menos 400 catadores ligados a oito cooperativas. Outras 300 toneladas de entulho são transformadas em areia, no Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos da superintendência, para a produção de meio-fio, calçamento e blocos de construção. E pelo menos 7 toneladas de adubo são feitas com os restos das podas de árvores e os alimentos que ficam perdidos em feiras e sacolões. Consciente de todos esses benefícios, o engenheiro aposentado Jorge Lopes Cançado aderiu ao hábito de separação do lixo. Morador do Belvedere, ele espera na porta de casa, toda quinta-feira, pelo caminhão da reciclagem. “Meus filhos sempre acharam uma bobagem meu envolvimento com a defesa do meio ambiente, não consegui convencê-los”, lamenta. Com os netos, porém, é bem diferente. As crianças gostam de ajudar o avô a colocar cada tipo de lixo no devido saco e esperar pela coleta. Exemplos como o dos netos do engenheiro Cançado alimentam a esperança de que as lições aprendidas pelas crianças na escola serão, aos poucos, absorvidas por toda a família.

 

Fonte:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/desafio-coleta-seletiva-baixa-reciclagem-residuos-solidos-698946.shtml?func=2