A Ponta do Iceberg's Blog

Como você faz a diferença?

Plataforma eletrônica de gerenciamento de resíduos para construção será testada em Santos dezembro 2, 2013

Filed under: Resíduos Sólidos — apontadoiceberg @ 3:46 pm

Sistema disponibilizará, entre outros itens, um banco de dados com informações sobre as áreas de destinação por tipo de resíduos que estão licenciadas a receber

Rodrigo Louzas, do Portal PINIweb

Marcelo Scarandoli

Santos, no litoral Sul de São Paulo, será o primeiro município do estado a testar o Sistema de Gerenciamento Online de Resíduos (Sigor). A plataforma eletrônica permitirá a elaboração dos Planos de Gerenciamento de Resíduos por parte dos geradores e a emissão de Controles de Transporte de Resíduos (CTRs).

O Sigor disponibilizará também um banco de dados com informações sobre a relação de áreas de destinação por tipo de resíduos que estão licenciadas a receber; legislações e normas referentes aos resíduos de construção e manuais e publicações sobre o setor.

Além disso, o sistema permitirá a emissão de relatórios, entre eles o Sistema Declaratório Anual, uma das exigências da Política Nacional e da Política Estadual de Resíduos, bem como uma velocidade maior no fluxo de informações para facilitar o gerenciamento e a fiscalização por parte dos municípios e do Estado.

Segundo o Comitê de Meio Ambiente do departamento de São Paulo do Sindicato da Construção Civil (SindusCon-SP), uma das entidades coordenadoras da tecnologia, o teste permitirá o desenvolvimento e a validação do sistema que ainda está em desenvolvimento.

Fonte:http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/tecnologias-sistemas/plataforma-eletronica-de-gerenciamento-de-residuos-para-construcao-sera-testada-302034-1.aspx

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Manual gratuito – Monte uma usina de reciclagem novembro 20, 2013

Filed under: Resíduos Sólidos — apontadoiceberg @ 9:47 pm

“Neste manual apresentaremos um esboço do que você precisa saber e praticar para melhorar suas chances de sucesso. Portanto, não é possível, nem é o propósito desta publicação apresentar uma receita completa para exploração de “Usina de Reciclagem”. Afinal, esta receita não existe. Mas chamaremos sua atenção para os aspectos fundamentais que você precisa saber e para as habilidades que precisará desenvolver ao atuar com este tipo de negócio. Considere todas estas informações como ponto de partida, e busque, começando por este manual, o conhecimento necessário para uma exploração competente deste negócio.”

 

 

 

Baixe o manual Comece Certo -Monte uma usina de reciclagem Clicando Aqui

 

Fonte: http://setorreciclagem.com.br/negocios/manual-gratuito-monte-uma-usina-de-reciclagem

 

Alemanha aposta em reciclagem energética novembro 5, 2013

Filed under: Resíduos Sólidos — apontadoiceberg @ 2:00 am

Ideias semelhantes são avaliadas no Rio Grande do Sul, mas precisam superar o obstáculo do custo para sair do papel

Jefferson Klein, de Colônia

JEFFERSON KLEIN/ESPECIAL/JC

Segundo Busch, unidade tem capacidade para processar até 700 mil toneladas de resíduos ao ano
Segundo Busch, unidade tem capacidade para processar até 700 mil toneladas de resíduos ao ano

Gerar energia elétrica a partir da queima de materiais que não podem ser reaproveitados é uma teoria que vem sendo discutida nos últimos anos no Rio Grande do Sul, principalmente nos dois maiores municípios gaúchos: Porto Alegre e Caxias do Sul. O que ainda é um conceito no Estado, na Alemanha já é uma realidade consolidada.

O país europeu possui hoje 71 usinas de reciclagem energética. A missão gaúcha que participou da feira K até este final de semana, formada por representantes das empresas da cadeia do plástico e do governo do Estado, conheceu a maior dessas plantas, localizada na cidade de Colônia. O empreendimento tornou-se viável por meio de uma joint-venture entre a iniciativa privada e a prefeitura. O diretor-executivo da AVG Köln (companhia responsável pela operação do complexo), Christoph Busch, informa que a unidade tem capacidade para processar até 700 mil toneladas de resíduos ao ano. Entre esses rejeitos, estão materiais plásticos, restos orgânicos pré-compostados e hospitalares, entre outros.

A estrutura tem capacidade para a geração de até 56 MW, o que pode atender a uma demanda de aproximadamente 250 mil consumidores residenciais. A planta registra um faturamento de € 60 milhões ao ano, sendo que de € 12 milhões a € 13 milhões desse total são provenientes da geração de energia elétrica. A maior parte do lucro é oriunda da remuneração pela destinação adequada do lixo. Busch comenta que o resíduo que vai para a unidade não pode mais ser reciclado (primeira opção quanto ao encaminhamento dos materiais).

Após a coleta desses resíduos, os rejeitos chegam à usina por caminhões (dois terços) e por ferrovia (um terço). A estrutura, que funciona 24 horas, possui um grande reservatório, com 30 mil toneladas de capacidade, e outro menor, com 3 mil toneladas. A unidade, maior da Alemanha, opera há 15 anos e absorveu um investimento de cerca de € 600 milhões em sua construção.

O elevado custo em um sistema como esse é um dos empecilhos para que essa solução difunda-se no Brasil, argumenta o gerente de relações institucionais da Braskem no Rio Grande do Sul, João Ruy Freire. O dirigente acrescenta que é preciso uma parceria entre poder público e iniciativa privada, como a feita em Colônia, pois somente a venda da energia não remunera um investimento desse porte. “O modelo é muito bom, mas cada caso é um caso”, ressalta.

Freire pondera que, enquanto houver disponibilidade de espaço para destinar os resíduos no Brasil, o cenário dificultará a reciclagem energética. Há cerca de cinco anos, a Braskem divulgou que estudava instalar em Porto Alegre uma termelétrica que usaria como fonte de produção o lixo urbano do município. O investimento na iniciativa era estimado em cerca de R$ 100 milhões. A termelétrica seria alimentada pela unidade de compostagem situada na Lomba do Pinheiro, teria capacidade para processar até 600 toneladas de lixo ao dia e gerar até 13,2 MW.

Hoje, quem lidera os projetos na área de saneamento do Grupo Odebrecht (controlador da Braskem) é a empresa Foz do Brasil. Freire acredita que, saindo uma licitação da prefeitura que viabilize a reciclagem energética na Capital, a companhia será uma possível interessada em participar.

Não é só Porto Alegre que flerta com a probabilidade da instalação de uma usina. O diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Zeca Martins, recorda que o prefeito de Caxias do Sul, Alceu Barbosa Velho, esteve recentemente na Coreia e visitou uma unidade de reciclagem energética naquele país. Conforme o diretor do Simplás, o político gostou do que viu. Martins argumenta que se trata de uma boa solução. O dirigente considera que é uma alternativa mais correta do que depositar os resíduos em um aterro sanitário.

Feira K abre oportunidade para futuras parcerias

A Feira K se estenderá até esta quarta-feira em Düsseldorf, na Alemanha, mas a missão gaúcha, que foi prospectar oportunidades de negócios e parcerias, concluiu suas atividades neste final de semana. A sócia executiva da MaxiQuim Assessoria de Mercado, Solange Stumpf, faz um balanço positivo das atividades, que possibilitaram reuniões diversificadas.

Uma das medidas tomadas foi a assinatura de um memorando de entendimento com a Wiintech, entidade que concentra clusters de vários países europeus que buscam oportunidades de negócios. O presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS), Edilson Deitos, foi um dos signatários do documento, representando a Fiergs.

Sobre um dos últimos encontros durante a feira, com a GKV (associação alemã dos convertedores de plástico), Solange adianta que a perspectiva que ficou é a da formação de um canal de comunicação com a indústria de transformação daquele país. Para isso, será feita uma avaliação de empresas gaúchas que tenham perfil e interesse para realizar essa parceria. O presidente do Sinplast-RS também sustenta que a Feira K deixou uma boa impressão, com a apresentação de várias inovações.

 

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=137648

 

Brasil perde 8 bilhões anualmente com descarte incorreto de resíduos novembro 1, 2013

Filed under: Resíduos Sólidos — apontadoiceberg @ 4:07 pm
Mais de 24 mil toneladas de lixo são descartados de forma irregular diariamente.Mais de 24 mil toneladas de lixo são descartados de forma irregular diariamente.

O Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) acaba de lançar uma publicação com novos dados sobre a reciclagem de embalagens pós-consumo no Brasil.

De acordo com o documento CEMPRE Review 2013, estima-se que a produção de lixo no Brasil seja de 193.642 toneladas por dia. Entretanto, mais de 24 mil toneladas de lixo deixam de ser coletados e são descartados de forma irregular diariamente. A cobertura da coleta de lixo regular atinge 87,4% da população.

A publicação afirma que 27% dos resíduos recicláveis que seriam encaminhados para lixões e aterros foram recuperados e retornaram para a cadeia produtiva em forma de matéria prima em 2012. No caso específico das embalagens, o índice de recuperação foi de 65,3%.

Estudos do Ipea projetam que o país perde oito bilhões de reais, anualmente, com o descarte incorreto de resíduos que poderiam ser reaproveitados. Por sua vez, o CEMPRE aponta que, no último ano, a coleta, triagem e o processamento dos materiais em indústrias recicladoras geraram um faturamento de mais de R$10 bilhões.

A coleta seletiva é um dos principais pilares para o mercado de reciclagem. De acordo com a Pesquisa Ciclosoft, apenas 766 municípios brasileiros oferecem serviço de coleta seletiva. Este número representa 27 milhões de pessoas, 12% da população brasileira. Neste contexto, importante destacar que em 62% destas cidades, as cooperativas de catadores de lixo fazem parte da coleta seletiva municipal.

Projeções feitas pela LCA Consultoria com as cidades sede da Copa do Mundo de 2014 (para o próximo ano) apontam que o país registrará benefício econômico de mais de um milhão de reais por dia, caso 90% da população de tais municípios seja atendida pela coleta seletiva. O grupo aponta alguns meios para facilitar esse processo: incentivos fiscais e creditícios do governo, além de redução nos impostos.

Papel dos catadores

Atualmente, existem 800 mil catadores no Brasil, sendo 30.390 mil trabalhando de forma organizada em 1.175 cooperativas. Estes trabalhadores são responsáveis por separar 2.329 toneladas de resíduos recicláveis diariamente.

Os catadores triaram 18% dos resíduos para reciclagem em 2012. Ainda com base nos dados observados pela consultoria, dos R$ 712 milhões de reais gerados com a coleta e venda de materiais recicláveis no ano passado, as cooperativas de catadores são responsáveis por uma fatia de R$ 56,4 milhões. Essas cifras, no entanto, podem ser maiores se houver aumento dos índices de reciclagem das embalagens no próximo ano.

Para o diretor da LCA Consultores, Bernard Appy, que liderou o estudo sobre o mercado de reciclagem das embalagens pós consumo, afirma: “Nossas projeções mostram que o modelo brasileiro de recuperação deste tipo de resíduo, baseado no trabalho dos catadores, é claramente viável se houver uma ampliação da coleta seletiva e um aumento da produtividade das cooperativas de catadores”.

Já para Victor Bicca, presidente do CEMPRE , quantificar os resultados deste mercado e projetar horizontes para os próximos anos pode auxiliar na tomada de decisão daqueles que já estão neste negócio e, principalmente, incentivar novos investimentos no setor. “Este é um mercado emergente e promissor”, salienta.

 

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/brasil-perde-8-bilhoes-anualmente-com-descarte-incorreto-de-residuos?goback=.gde_2967660_member_5800586649234595844#!

 

Veja como funciona a coleta de lixo em Barcelona outubro 24, 2012

Filed under: Resíduos Sólidos,Sustentabilidade — apontadoiceberg @ 1:54 pm

Com um moderno sistema de tubulações subterrâneas que sugam o lixo e o enviam até uma central de compressão e distribuição

Essa rede foi implementada no início dos anos 90, quando a cidade espanhola passou por uma grande reforma para sediar os Jogos Olímpicos de 1992. Desde então, virou um exemplo a ser seguido. O sistema é inodoro, dispensa caminhões barulhentos (embora eles ainda sejam utilizados para complementar o serviço) e, como o lixo é coletado 24 horas por dia, evita o acúmulo dos sacos nas ruas.

  1.  A cidade tem mais de 1,5 mil comportas, onde o cidadão pode jogar seu lixo orgânico ou não reciclável (os dois tipos são captados pelo sistema). Elas estão dispostas em praças e calçadas ou embutidas nas paredes de prédios comerciais. Onde o sistema de coleta subterrânea não alcança, há latões de lixo periodicamente retirados por caminhões.
  2. Da entrada da comporta, o lixo desce por um tubo até um contêiner subterrâneo, separado da tubulação por uma escotilha. As escotilhas de toda a rede são abertas periodicamente de acordo com um timer (ou se o sistema detectar muito peso ou volume nos contêineres). Os dois tipos de lixo entram nessa reserva alternadamente, nunca ao mesmo tempo.
  3. Uma vez que a escotilha é fechada, a sucção é ativada. Turbinas poderosas puxam o ar do encanamento, sugando os dejetos a 80 km/h. Eles viajam por cerca de 35 km de tubulação até chegar a uma das centrais de processamento nos arredores da cidade. (Se o tubo entupir, as turbinas são ligadas no máximo, resolvendo o problema em 90% dos casos).
  4. Nas centrais, há dois tipos de tratamento – para material reciclável ou para orgânico. Um braço hidráulico automatizado conecta a tubulação ora para um tipo de tratamento, ora para outro, de acordo com a remessa. Uma última turbina, na parte superior de um contêiner, suga o ar por um sistema de filtragem que o deixa puro e inodoro antes de liberá-lo na atmosfera.
  5. Já os sólidos são comprimidos por grandes prensas e acumulados em contêineres de 30 m3, com capacidade para até 15 toneladas. Esses enormes caixotes de aço são presos a caminhões – o lixo orgânico segue para usinas de compostagem, e o não reciclável, para usinas de metanização (uma decomposição acelerada que gera metano e dióxido de carbono).
  6. Já a coleta de recicláveis é feita em contêineres espalhados por Barcelona. O amarelo é para embalagens (incluindo latas e plásticos). O verde é só para vidros e o azul para papéis e cartão. As aberturas têm um design que torna impossível tirar qualquer coisa jogada lá dentro. A única saída é por uma porta na parte inferior, praticamente inacessível…
  7. …a não ser que você tenha um guindaste, como os caminhões de coleta! O motorista estaciona ao lado e aciona um sistema automático. O guindaste ergue a unidade de contenção e aciona manivelas que abrem o alçapão, despejando todo o conteúdo na caçamba. Depois de completar sua rota, o veículo segue para um centro de reciclagem.

Móveis velhos são deixados na rua, geralmente na frente da casa, em dias específicos da semana. A prefeitura os recolhe à noite

O óleo de cozinha usado é guardado em garrafas ou galões dados pela prefeitura e levado até pequenos pontos de reciclagem

Computadores, eletrodomésticos, baterias, CDs e outros lixos “complicados” também são levados aos pontos de reciclagem.

CONSULTORIA: Carlos Vázquez, chefe do serviço de limpeza e coleta de lixo de Barcelona

Fonte:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/moderno-sistema-tubulacoes-subterraneas-coleta-lixo-barcelona-703611.shtml

 

Municípios têm só mais um ano para a criação de planos de gestão de resíduos da construção janeiro 27, 2012

Filed under: Resíduos Sólidos — apontadoiceberg @ 11:47 am

23/Janeiro/2012

Resolução do Conama determina que planos estejam em funcionamento nos próximos 18 meses

 

Marcelo Scandaroli

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou, na última semana, a resolução 448, que traz alterações para a resolução 307, estabelecendo diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. De acordo com a nova resolução, os municípios têm 12 meses para a elaboração do seu Plano Municipal de Gestão de Resíduos da Construção Civil, que deverão ser implementados em até seis meses após a sua publicação. A resolução permite que os planos sejam elaborados em conjunto por municípios.Segundo o Conama, os planos deverão conter “as diretrizes técnicas e procedimentos para o exercício das responsabilidades dos pequenos geradores, em conformidade com os critérios técnicos do sistema de limpeza urbana local e para os Planos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a serem elaborados pelos grandes geradores, possibilitando o exercício das responsabilidades de todos os geradores”.

Além disso, o plano deverá estabelecer processos de licenciamento para as áreas de beneficiamento e reserva de resíduos e de disposição final de rejeitos. A resolução traz também mudanças nas áreas onde os resíduos de construção podem ser dispostos.

 

 

Clique aqui para ver a resolução.

 

São Paulo receberá sistema de acondicionamento subterrâneo de lixo dezembro 12, 2011

Filed under: Resíduos Sólidos — apontadoiceberg @ 4:27 pm

Cidade será a segunda, depois de Paulínia, a receber o sistema, que deverá chegar já em 2012

Divulgação/Sotkon

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com 99% dos materiais utilizados recicláveis, o sistema permite reduzir os custos da coleta em até 30%, utilizando menos mão de obra, deslocamento de veículos e energia

São Paulo – Paulínia, no interior de São Paulo, é a primeira cidade brasileira a receber as lixeiras especiais com os coletores instalados no subsolo das calçadas, onde os principais corredores da cidade estão recebendo 50 coletores para resíduos orgânicos e recicláveis. São Paulo é uma das próximas cidades a receber o sistema.

Com aproximadamente 20 mil unidades instaladas em várias partes do mundo, a empresa portuguesa Sotkon está lançando no Brasil um sistema patenteado, totalmente ecológico para coleta de resíduos. É o sistema mais simples para atender um grave problema, que é o lixo urbano. Com 99% dos materiais utilizados recicláveis, o sistema permite reduzir os custos da coleta em até 30%, utilizando menos mão de obra, deslocamento de veículos e energia.

A primeira cidade brasileira a receber os coletores instalados no subsolo é Paulínia (a 117 km de São Paulo), onde os principais corredores começam a receber a instalação de 50 conjuntos, operados a cargo da empresa Corpus, de limpeza urbana. São Paulo deverá contar com o sistema já em 2012. Com a separação do lixo no momento do descarte, também há redução de custos com a separação. É um sistema muito premiado na Europa, como o de melhor custo/benefício operacional e estético.

Segundo Sergio Machado, diretor-geral da Sotkon Brasil, empresa do Grupo Allegro Participações, o sistema consiste de recipientes em aço inoxidável, colocados na superfície sobre grandes contentores subterrâneos que comportam três metros cúbicos de lixo, equivalente a três mil litros. O sistema foi concebido focando ergonomia, facilidade de utilização e higiene e segurança. Uma grua hidráulica de pequenas dimensões automáticas, colocada no teto da caixa de recolha do caminhão tradicional, permite que se faça tanto a coleta dos contêineres subterrâneos como dos contentores tradicionais de rua.

Este conceito de coleta nasceu na Espanha em 1995 e rapidamente se espalhou por todo o mundo em razão da sua simplicidade. Por ser um sistema modular, as lixeiras tradicionais podem ser substituídas pelos coletores e mais conjuntos podem ser acrescentados para atender demandas locais. É fácil de limpar e manter e evita a infiltração da água.

O contentor é preenchido de forma equilibrada em razão da montagem central da lixeira. Como o sistema permite e estimula a separação de lixo desde a origem, incentivando a reciclagem e diminuem as quantidades a ser enviadas ao aterro. A redução do número de coletas é devido, entre outras coisas, ao tamanho dimensionado de três metros cúbicos.

“A “conteinerização” tem sido discutida exaustivamente em todo o mundo. Existem várias alternativas possíveis e todas são um grande avanço às “cestas” paulistanas ou sacos nas calçadas, sujeitos às nossas já tradicionais inundações, todas disputando lugar com pedestres e veículos. Porém as conteinerizações subterrâneas são as que mais trazem benefícios, principalmente em termos de saúde e higiene”, afirma Machado. De acordo com o diretor-geral, o sistema elimina o risco de que o lixo seja jogado de um lado para o outro, principalmente nas chuvas, evitando o entupimento de bueiros. Além disso, inibe a ação de eventuais depredações e corte das embalagens tradicionais (sacos de lixo) por vândalos e animais que espalham os dejetos pela cidade, reduzindo também a proliferação de pestes e vetores, além dos fortes odores.

Machado conta que a Europa e outras regiões no mundo estão abandonando o armazenamento tradicional do lixo para o modelo subterrâneo. “O sistema modifica completamente o que existe hoje, deixando as cidades muito mais limpas visualmente, e preservando o meio ambiente da poluição material e visual, permitindo e incentivando a coleta seletiva e, oferecendo uma grande solução para as cidades e seus condomínios residenciais e empresariais”, afirma.

“Esse sistema contribui para os projetos de coleta seletiva da cidade, reduz o entupimento de bueiros causado pelo lixo espalhado pelas ruas, proporciona segurança aos profissionais envolvidos, uma vez que eles não entram em contato direto com os resíduos no momento da coleta e as calçadas de Paulínia ficarão mais limpas”, diz o prefeito José Pavan Junior.


http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/sao-paulo-recebera-sistema-de-acondicionamento-subterraneo-de-lixo?page=2&slug_name=sao-paulo-recebera-sistema-de-acondicionamento-subterraneo-de-lixo&utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed